segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Tortilla Espanhola com Salmão Defumado

Apesar de saber que hoje em dia é muito fácil achar tudo quanto é receita na internet, confesso que ainda curto ter livros de receita e um caderninho onde anoto aquelas especiais. Quando estivemos na Argentina, nas férias, vi um livrinho fofo no supermercado, só sobre tortillas. Olha que típico, que herança espanhola ainda cultuada! Comprei, né? E já fiquei doida pra fazer algo.

A tortilla espanhola, pra quem não sabe, é diferente daquela tortilla mexicana. A primeira é feita de batata e ovos, a segunda é uma massa fina de farinha de trigo ou milho. A que eu escolhi pra fazer ainda tinha fatias de salmão defumado por cima, tornando tudo muito mais mediterrâneo (não pelo salmão em si, mas pelo fato de ter um peixe).


É mole, mole de preparar: descasque 600 g de batatas e corte em palitos. Em uma panela com fundo largo, esquente 5 colheres (sopa) de azeite e frite as batatas aí. Na verdade, não é uma fritura de imersão, as batatas não ficarão cobertas de azeite. Você tem que mexer de vez em quando para que todas peguem uma corzinha. De qualquer forma, elas ficaram cozidas, que é o principal na receita. Quando estiverem douradinhas, retire e escorra em papel absorvente.

Em uma frigideira antiaderente, coloque 3 colheres (sopa) de azeite e refogue 1 cebola cortada em rodelas finas (no meu caso, picadas, porque não gosto do gosto) e 1/2 pimentão verde picado em cubinhos. Deixe saltear por 3 minutos. Tempere com sal e pimenta e reserve.

Em uma tigela, bata 6 ovos levemente e junte as batatas e o refogado de pimentões. Mexa bem. Esquente novamente a frigideira antiaderente, coloque mais 1 colher (sopa) de azeite e disponha a mistura de ovos, espalhando bem. Tampe e deixe cozinhar até ficar "corado" por baixo.

Para virar a tortilla, eu tenho um truque. Primeiro, deixo ela "escorrer" da frigideira para um prato grande. Depois, encaixo a frigideira novamente na tortilla, de modo que a parte ainda não dourada fique em contato com o fundo da frigideira. Então, viro o prato, como se estivesse desenformando um bolo e a tortilla cai certinho dentro da frigideira, sem despedaçar. Aí então é só deixar que o outro lado também fique tostado e servir.

Para essa, cortei a tortilla, dispus no prato de servir, arrumei a fatia de salmão defumado por cima e ainda reguei com um pouco mais de azeite. Os espanhóis são famosos por saberem comer e beber muito bem e não tenho dúvida de que a tortilla ajuda - e muito - nessa fama.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Macarrão Com Espinafre

Sabe aquele prato que uma pessoa que você conhece sabe fazer super bem e aí você fica com medo de tentar e se dar mal? Esse é (ou era) o meu caso com o macarrão com espinafre. É uma comida simples, eu sei, mas o da minha irmã é tão gostoso, as minhas sobrinhas elogiam tanto, que eu tinha medo de fazer e descobrir que eu não curto qualquer macarrão com espinafre, só o dela.

Porém, num dia em que eu estava fazendo uns canelones para congelar (porque eu guardo essa carta na manga!), sobrou molho branco e eu fiquei com pena de jogar fora. Como no dia seguinte, tinha feira aqui perto, ficou definido que o almoço seria a minha primeira experiência nessa receita.


O macarrão não tem segredo. Temos usado o Barilla, que, apesar de caro, é super gostoso, bem diferente dos que comíamos. Basta cozinhar pelo tempo indicado na embalagem, não gruda, não fica mole, dá sempre certo.

Enquanto isso, lavei as folhas do espinafre e pus em uma panela. Tampei e deixei abafado por uns 5 minutos. Ele solta uma aguinha que já cozinha as folhas. Retirei do fogo, adicionei o molho branco que estava guardado na geladeira, um resto de creme de leite que também tinha sobrado, temperei com sal, pimenta e um pouquinho de alho picado e bati com o mixer para misturar tudo. Voltei ao fogo para aquecer e esperar o macarrão terminar de cozinhar. Escorri a massa e joguei dentro da panela do molho. Misturei bem e servi.

Eu quis sem queijo parmesão, pra sentir bem o gosto do espinafre. Marido colocou no dele. Confesso que ambos ficaram saborosos. E o melhor é que se come com menos culpa, afinal é espinafre! Até o Popeye fica forte com isso!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Cuscuz com Lentilha, Damasco e Passas

Amo cuscuz. De TODOS os jeitos. E pra mim, geralmente, é uma refeição de prato único, quando muito acompanha uma carne com um molho forte. Gosto de comer no jantar, porque acho leve, mas não me deixa ter fome o resto da noite. Quando coloco alguma fruta seca, ainda tira totalmente a vontade de comer um doce. Esse é mais um de muitos.


Hidratei o cuscuz como geralmente faço: um pouco menos de água do que de cuscuz e já fervo a dita cuja com um pedacinho de caldo de carne ou galinha. É só jogar sobre os grãos, cobrir por 5 minutos e mexer com um garfo, para soltar. Neste, coloquei lentilhas, que eu já tinha cozidas e congeladas, damascos secos picados, passas pretas sem semente, um fiozinho de vinagre e uma boa regada de azeite. Misturei e pronto!

Fala se não é um jantar rápido, saboroso, com um toque exótico e ainda por cima super nutritivo? O que mais você pode querer? Se joga no cuscuz, amiga!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Bacalhau com Pimentões e Purê de Batata Doce

De vez em quando o supermercado onde fazemos compras resolve que o bacalhau em posta merece estar na promoção. E aí, não nos resta nada além de comprar. Sempre fazemos as contas e pensamos: "num restaurante, esse prato ia ser uma fortuna!". Então, dessa vez, para fazer jus ao bacalhau, eu quis fazer um prato bem de restaurante mesmo, montadinho e com sabores e texturas variados no mesmo conjunto.


Para começar, fiz um refogado com pimentões verde, vermelho e amarelo, fatiados finamente, levados ao fogo com um fio de azeite. Não temperei, apenas mexi até que ficassem macios. Reservei em lugar aquecido.

Enquanto isso, o bacalhau assava. As postas foram temperadas com sal, porque esse era dessalgado mesmo, e lemon pepper e colocadas em uma travessa untada com azeite. Assaram por cerca de 20 minutos, até ficarem desfiando.

O purê de batata doce foi o último. Descasquei e cozinhei as batatas doce em água e sal. Quando se mostraram bem macias, escorri e, na mesma panela, acrescentei uma colher de manteiga e um pouco de leite. Bati com o mixer até ficar homogêneo.

A montagem é como mostra a foto: uma cama de refogado de pimentões, a posta de bacalhau e o purê formando o topo. Em volta, um fio do azeite que sobrou na panela em que foram feitos os pimentões. Pena que não tínhamos em casa nada verdinho para enfeitar o prato, senão teria ficado bem igual aos de restaurante. Porém o sabor estava maravilhoso, nada a dever aos que comemos por aí.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Enroladinho Caipira

Adoro quando consigo fazer a receita igualzinha ao original. Olha esses enroladinhos, que graça! Eu podia trabalhar na cozinha experimental da Nestlé! Hehehehe! A receita (e a foto) estão no calendário que a empresa manda para os clientes cadastrados. É do mês de junho, mas não tem data pra fazer coisa gostosa, né?


Bem, a receita original ensina a fazer a massa toda, mas eu fiz na máquina de pão, com uma receita que sempre uso para pães recheados. O bom de fazer na máquina de pão é que não tem chance de dar errado, o pão cresce e não dá trabalho algum. Uma opção pra quem também não quer ficar misturando ingredientes é comprar o preparado para pão da Fleischmann. Eu já usei o de milho, sei que é bom, os outros provavelmente são.

O recheio seguiu certinho os comandos da receita original: em uma panela, aqueci 1 colher (sopa) de azeite e refoguei 1/2 cebola picada. Juntei 500 g de frango desfiado, 2 tomates maduros picados, 1 lata de milho verde escorrido e 1 colher (sopa) de fondor. Refoguei por 5 minutos, apaguei o fogo e juntei 2 colheres (sopa) de salsa picada e 1 caixinha de creme de leite. Esperei esfriar e adicionei 2 xícaras (chá) de queijo minas cortado em cubinhos.

A montagem foi simples. Abri a massa em cima de pia, tentando formar um retângulo. Espalhei o recheio na metade dela (talvez um pouco mais) e enrolei como um rocambole. Fatiei com uma faca de serra e coloquei as rodelas em uma forma untada com óleo, com o recheio pra cima, exatamente como está na foto. Levei ao forno médio por cerca de 30 minutos.

Fiz só meia receita e rendeu uns 50 enroladinhos. Ficaram deliciosos, com o recheio um tanto cremoso. São perfeitos para comer enquanto assiste um filmezinho, porque é só pegar e enfiar na boca. Além de ser um bom petisco para crianças, pois tem bastante queijo e não é frito.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Cupcake de Banana com Cobertura Caramelada

Não sou muito chegada em bananas, mas Marido é. E compra sempre um montão que ficam amadurecendo na geladeira. Pra não jogar fora, coisa que odeio, caço por aí receitas que deixem a banana com um gosto suportável pra mim. Posso dizer que esse cupcakes não cumpriram esse função. Eles transformaram a banana em objeto de desejo, tal a maravilha que eles ficaram!


A receita veio deste blog, tanto massa como cobertura. Em relação à cobertura, eu não gostei. Acho que as medidas devem estar erradas, porque açucarou muito, não deu consistência para decorar e se eu tivesse colocado a quantidade que acho ideal num cupcake teria ficado intragável! Mas a massa é daquelas para se guardar!

Para a massa, usei:

3 colheres (sopa) de manteiga, em temperatura ambiente
1/3 xícara (chá) de açúcar mascavo
1/2 colher (chá) de essência de baunilha
1 ovo
3/4 xícara (chá) de farinha de trigo
1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1/4 colher (chá) de fermento em pó
1 pitada de sal
1/2 colher (chá) de canela em pó
3 colheres (sopa) de leite
1 colher (chá) de vinagre
2 bananas maduras amassadas

Fiz assim:

Na tigela da batedeira, coloquei a manteiga, o açúcar e a baunilha e bati até formar um creme. Juntei o ovo e bati um pouco mais. Em um pote, peneirei a farinha, o bicarbonato, o fermento, o sal e a canela. Em outro pote, misturei o leite e o vinagre. Com um colher de pau, adicionei alternadamente a mistura de farinhas e o leite ao creme da batedeira. Por fim, acrescentei a banana e mexi bem. Enchi as forminhas de cupcake e levei ao forno por cerca de 25 minutos, em temperatura média. Rendeu cerca de 8 ou 9 bolinhos.

A receita da cobertura eu não vou dar aqui, porque sinceramente a minha não deu certo e eu não acho que foi um erro no modo de fazer. Acredito que as proporções dos ingredientes devem estar erradas e não sei como consertar. Então, se você quiser tentar, pega lá no original, clicando no link lá de cima. Quanto à massa, guarde esta receita nos seus favoritos e faça na primeira oportunidade.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Bagel com Cream Cheese e Salmão Defumado

Bagel com cream cheese é super comum nos Estados Unidos, tem em qualquer lugar. Aqui no Brasil, achamos nas Starbucks da vida, porque a rede segue quase o mesmo cardápio em todo lugar. Eu gosto especialmente quando se acrescenta uma fatia de salmão defumado. Fica dos deuses!


Mas bagel não é um pão fácil de se achar no Brasil e eu até estava pensando em fazer em casa. No livro de pães que ganhei do Marido tem a receita, mas é preciso fazer a massa, moldar, cozinhar os pães em água e depois levá-los para assar. Ou seja, dá um trabalhão! Sorte nossa que Marido achou esse da Wickbold no supermercado e pudemos satisfazer o meu desejo.

O saco vem com quatro e não foi caro, não. Tinha com gergelim - esse da foto - e multigrãos (quem dera tivesse o de cebola ou de canela...). Achei que é um pão mais leve que os que comi por aí, pois o bagel é mesmo uma massa pesada. Mesmo assim, ficou delicioso com uma camada generosa de cream cheese e o salmãozinho como recheio. Aprovado!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Penne com Tomate-Cereja e Cream Cheese

A receita eu achei aqui. Procurava algo para usar uns potinhos de cream cheese que compramos muito barato no supermercado. E acabei fazendo uma das massas mais gostosas dos últimos tempos.


Cozinhei 250 g de penne. Gostamos da marca Barilla, que é um pouco mais cara que as outras, porém o macarrão tem uma qualidade melhor. Como não comemos tanto em casa, vale a pena investir um pouco mais.

Enquanto ele cozinhava fiz o molho, misturando em uma panela, fora do fogo, 1 embalagem de cream cheese, 1/2 caixinha de creme de leite, 1/4 xícara (chá) de leite e 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado. Levei ao fogo para que tudo se integrasse e desse uma leve engrossada e reservei. Numa frigideira, coloquei 1 colher (sopa) de azeite e fritei 1 dente de alho picado. Acrescentei uns 10 tomates-cereja, cortados ao meio (ou seja, 20 metades) e refoguei até que ficassem levemente murchos. Juntei 4 colheres (sopa) de azeitonas pretas em rodelas, umas folhinhas de manjericão, misturei e adicionei ao molho, que estava reservado em outra panela. Acertei o sal, temperei com pimenta-do-reino e mexi bem.

Quando o macarrão cozinhou, escorri e juntei ao molho. Esta massa que usamos não solta muito amido no cozimento, então eu não lavo o macarrão depois que escorro. Coloco imediatamente no molho. Isso faz com que o molho incorpore melhor, grudando bem na massa. Além de não esfriar o macarrão.

Feito isso é só servir. Desta vez, nem polvilhamos parmesão, pois já tinha bastante queijo no molho. É claro que sou suspeita pra falar, mas achei delicioso e devorei um pratão!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O Que Comi em Mendoza - Parte 3

O último restaurante de Mendoza foi uma grata surpresa. Ele fica em frente ao hotel em que nos hospedamos, o Diplomatic, mas não havíamos reparado nele. Só fomos porque recebemos a indicação do Javier, guia que nos levou para conhecer as vinícolas (que, aliás, é ótimo profissional e eu recomendo; o e-mail dele é  javiereppens@yahoo.com.ar).


O La Pampa y La Via é dedicado às carnes, com uma "parrillera" enorme e que dá pra ver da sua mesa - sem deixar tudo cheio de fumaça e sair cheirando a churrasco. Como o lugar é novo, inaugurou há pouco tempo, acredito que não deva ter site, pois procurei e não achei. Acima, nossas entradas: empanadas de carne incríveis, com a massa fina e folhadinha e o recheio de carne picada, não moída!


Meu prato foi uma escolha acertadíssima. São pedaços do que chamamos de costela, sem gordura, cozidos lentamente em caldo de carne, que se transformam numa carne macia, que desfia. Ainda acompanhou batatas crocantes por fora e cremosas por dentro. Tudo realmente perfeito! Ouso dizer que foi uma das melhores carnes que já comi, mesmo não sendo o corte mais nobre do boi.


Marido foi no tradicional bife de chorizo e se assustou quando chegou. Era um bifão enorme, com osso, servido sobre uma tábua, com uma saladinha de folhas e um molho parecidíssimo com o nosso vinagrete. Também estava delicioso.

Não houve espaço para a sobremesa. Atravessamos a rua e fomos para o hotel, felizes, felizes...