terça-feira, 6 de agosto de 2013

O Que Comi em São Paulo - Parte 1

Em julho, durante a Jornada Mundial da Juventude, o Rio de Janeiro ficou tão cheio que Marido e eu precisávamos fugir. Há muito tempo estávamos querendo fazer uma viagem gastronômica em São Paulo, aproveitar os seus maravilhosos restaurantes, e usamos então estes 3 dias.


Nossa primeira parada foi o Dalva e Dito. É o "segundo" restaurante do chef Alex Atala. Esse conceito é usado no mundo todo pelos chefs mais famosos. Eles têm um restaurante, no qual cozinham, que é o principal e também mais caro, e mantêm um segundo, muitas vezes um bistrô, em que fazem uma comida mais simples, revisitam os pratos da infância, usam os ingredientes mais comuns e, por isso, é mais barato. Quase sempre, ele não cozinha lá, só define o cardápio e monta a equipe (só?).


Então aqui que quando eu digo mais barato é em relação ao D.O.M., onde o menu degustação chega a 400 reais por pessoa. Não posso, nem tenho dinheiro pra pagar isso, logo fizemos um esforço e gastamos a metade deste valor num almoço para dois no Dalva e Dito.


Essas fotos são do couvert. Lá em cima o pãozinho, aqui o vinagrete, a manteiga Aviação, o quarteto de pimentas em conserva. Logo abaixo, a massa de pastel frita, o alho assado e a berinjela doce. Tudo estava maravilhoso, o alho e a berinjela foram devorados em um minuto e a massinha de pastel, crocante, sequinha, combinava perfeitamente com o vinagrete. O couvert é cobrado por pessoa e custa 17 reais para cada um.


Para o prato principal, Marido decidiu provar o menu executivo. Ele só está disponível de segunda a sexta na hora do almoço e tem uma ótima relação custo-benefício. Primeiro você recebe uma salada simples, de alface, tomate, cenoura e palmito.


Depois a coisa começa a engrossar. Quando você vê o menu no cardápio, tem a impressão de que precisa escolher uma carne. Não é isso, na verdade você só opta por peixe ou carnes. Se quiser carne, não é apenas uma, você receberá um bife de filé mignon, um pedaço de galeto, uma portentosa fatia de pernil e ainda costelinhas de porco, que virão separadamente.


Os acompanhamentos são de cair o queixo. Arroz branco, feijão magro e feijão gordo (um com muitas carnes e outro sem), couve mineira, batatas coradas e farofa. Eles vêm nestas cumbiquinhas e acho que o normal é servirem duas pessoas. Mas, como não quis o executivo, veio a mesma quantidade só para Marido. O que quer dizer que ele comeu muito, eu provei um pouquinho de tudo e ainda sobrou. Fica a dica para quem quiser: se um só pedir o executivo e o outro escolher um prato mais barato, ambos vão poder comer estas delícias, porque vem muita coisa. Custou 66 reais.


Fico até sem palavras para explicar o quão tudo isso estava gostoso. O arroz soltinho, o feijão bem temperado e cremoso, a couve crocante, a farofinha com ovo, maravilhosa, e as batatas douradas, macias por dentro e com a fritura sequinha. Dos deuses!!!


Eu escolhi o arroz de forno com galeto "de televisão", como eles chamam. O arroz veio molhadinho, com muito queijo gratinado e o galeto dividido em duas partes, na verdade meio galeto, ou seja, comida pacas. Se eu tivesse ficado só no meu prato, sairia muito satisfeita, sem fome alguma. Mas quem disse que eu resisti provar tudo o que trouxeram pra Marido? Este prato era um dos mais baratos, 48 reais.


Não quisemos sobremesa, nem cabia. Com um refrigerante, duas águas minerais e um expresso, a conta foi de 172 reais. Não, não é barato. Muitos vão dizer que é mais caro ainda se pensarmos que comemos arroz com feijão, comida caseira. Pode até ser, mas preferimos pensar que provamos a visão do quarto melhor chef do mundo sobre a culinária brasileira mais simples, mais comum. Não era só a comida, que estava realmente maravilhosa, mas a técnica usada, a escolha dos melhores ingredientes, feita por uma equipe que, afinal de contas, trabalha na cozinha do Alex Atala. 

E no mais, o ambiente do restaurante é lindo, a cozinha é toda envidraçada e dá pra ver tudo o que eles estão fazendo - até a máquina de frango rodando os galetinhos - o serviço é impecável e, o mais importante, a comida é deliciosa. Se você quer a minha opinião, eu recomendo altamente!

sábado, 3 de agosto de 2013

Brigadeiro de Paçoca

Dia desses fui comer os maravilhosos brigadeiros da Carolina Sales e fiquei louca com um de paçoca. Na verdade, não é o brigadeiro que é de paçoca, a bolinha é um brigadeiro normal, mas não se passa no chocolate granulado e sim na paçoca.


É super simples de fazer: na panela, coloca 1 lata de leite condensado, 3 colheres (sopa) de chocolate em pó e 1/2 colher (sopa) de manteiga. Leve ao fogo baixo e mexe, mexe, mexe. Acho que demora uns 20 minutos pra chegar no ponto. Tem que cair da colher em pedaços, não pode ser líquido, senão não dá pra enrolar. Eu agora tô acertando o ponto sempre, porque vivia fazendo besteira. A minha técnica agora é: quando eu acho que tá pronto, cozinho por mais 5 minutos. Desligue o fogo e passe o doce para um prato (aproveita pra raspar e comer o que sobrou na panela!).

Depois de frio, é hora de enrolar. Em outro prato, esfarele 7 ou 8 paçocas com um garfo até ficar bem soltinha. Abra as forminhas e já as deixe próximas. Passe margarina na mão e faça bolinhas com o brigadeiro. Vá colocando no prato com a paçoca. Quando já tiver um bom tanto, comece a rolar as bolinhas pela paçoca. Como a sua mão estava untada e essa gordura passa um pouquinho para o brigadeiro, é fácil a paçoca grudar. Coloque nas forminhas. Se ainda tiver sobrado brigadeiro, lave a mão e comece tudo de novo, pra não virar uma meleca de paçoca e margarina (eca!).

Marido, que nem é muito chegado a chocolate, se acabou nos docinhos. Eu, então, nem vou comentar...

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Bloomin' Onion Bread

Não sei vocês viram por aí (mas acredito que sim) uma foto de um pão chamado de "Bloomin' Onion Bread", em referência à famosa cebola do Outback. Bem, o princípio é o mesmo: retirar palitos do pão para comer.


Claro que eu quis fazer, né? Fiz o pão na máquina de pão, afinal o formato seria exatamente o que eu queria. Depois de pronto, esperei esfriar e cortei em quadradinhos, como mostra a foto. Piquei também a mussarela em fatias e a cebolinha em rodelas.


Preenchi os espaços do pão com o queijo e a cebolinha. É legal colocar entre todos os pedaços para que nenhum fique sem queijo. Daí é levar ao forno até dourar e o queijo derreter.


Esse foi o resultado final. Consegui puxar os palitinhos inteiros, como na cebola? Não! Vinha só a parte de cima com um pouco de queijo e a base com a maior parte do queijo ficava. Acho que cometi alguns erros, vou tentar mudar isso na próxima: o pão da máquina de pão tem o miolo muito macio e por isso quebrou; não cortei as fatias até o final, devia ter deixado só uma pelezinha unindo elas; não embrulhei no papel alumínio, como alguns blogs recomendaram; não reguei com manteiga derretida, como outros blogs recomendaram. Ou seja, muita coisa pode ter atrapalhado...

Mas eu sou brasileira, não desisto nunca e vou tentar de novo! E você, já fez? Me conta aí.

domingo, 28 de julho de 2013

Pizza Estilo Pizza Hut

Sabe a massa pan da Pizza Hut? Essa pizza fica super parecida. Já tinha feito essa massa antes, mas tinha errado na hora de abrir. Desta vez deu certo e ficou maravilhosa!


Fiz, pra variar, na máquina de fazer pão. Ela já virou item básico na cozinha aqui de casa. Pra quem não sabe como funciona ou tem dúvida se vale a pena comprar, eu digo que sim. Pense que você não vai ter trabalho, é só colocar os ingredientes na máquina na ordem certa, ligar e esperar. Se você quiser, ela até assa, mas aí fica no formato da forma dela. E o melhor é que a massa nunca dá errado, coisa que acontecia muito com os meus pães, por conta de temperatura errada ou sova demais ou de menos. Agora é garantido, sempre dá certo.

Na máquina coloquei 1 copo de água, 1/2 colher (chá) de sal, 2 colheres (sopa) de azeite, 3 copos de farinha de trigo e 1 1/2 colher (chá) de fermento biológico seco. Usei o ciclo massa e depois de 1 hora e meia a máquina me entregou a massa pronta.


Untei duas formas de pizza, daquelas safadas de alumínio, com azeite. Dividi a massa em duas partes e acomodei cada parte em uma forma. Fui abrindo com as mãos, tomando cuidado para não apertar muito, tentei ir esticando, porque a massa é muito elástica. De outra vez que fiz pizza, abri a massa com o rolo e isso tirou todo o ar dela, o que fez com que a dita cuja ficasse dura, quase sem crescer. Por isso, fiz de maneira mais delicada e só estiquei mesmo. Deixei sobrar nas bordas, para rechear. 

Coloquei dentro do forno desligado por 10 minutos, para ela descansar e crescer um pouco mais. Depois disso, retirei as formas e acendi o forno. Enquanto o forno aquecia, espalhei molho nos discos de pizza e cobri com mussarela. Coloquei uma fatia de mussarela enroladinha na borda e fechei. Fizemos metade champignon e metade tomate com orégano. Levei ao forno quente por cerca de 30 minutos, até que ela ficasse bem dourada.

O legal dessa pizza é que ela ficou com a massa grossa e ao mesmo tempo crocante. Mas por cima não ficou ressecado, ficou macio, molhado. Só tenho a dizer que é a pizza perfeita e que penso em nunca mais pedir pizza pelo telefone.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Mousse de Maracujá

Adoro mousse de maracujá, mas quando ela é realmente mousse, ou seja, aerada e consistente. Tem muita gente que faz creme de maracujá (molenga) ou sorvete de maracujá (coloca no freezer) e chama de mousse. A verdadeira receita de mousse é aquela com claras, que deixa a mousse mais dura e com furinhos. Eu, particularmente, fico meio receosa de usar a clara crua, então substitui por gelatina em pó sem sabor. O segredo é usar só metade do pacote, senão vira um flan, fica consistente demais.


Pra fazer é muito simples: no liquidificador, coloque 1 lata de leite condensado, 1 caixinha de creme de leite, 250 ml - ou a mesma medida da lata de leite condensado - de suco de maracujá concentrado (eu usei o natural, bem forte, mas dá pra fazer com o de garrafa) e bata. Enquanto isto está no liquidificador, hidrate metade de um pacote de gelatina em pó sem sabor em 3 colheres (sopa) de água fria, espere 1 minuto e leve ao microondas por 15 segundos. Abra o orifício da tampa do liquidificador e despeje a gelatina ainda quente, sem parar de bater para que não se formem grumos. Continue batendo por mais 1 minuto, desligue e despeje o creme em potinhos. Leve à geladeira até endurecer (cerca de 3 horas).

Se quiser decorar, coloque uma pequena colherada de polpa de maracujá em cima. Eu odeio semente de maracujá, então comigo não rola. Dá pra fazer também uma tigela só, mas aí espere mais tempo para provar, pois vai demorar um pouco mais para endurecer.

É uma ótima sobremesa, super simples de fazer e quase todo mundo gosta. Bem boa para o dia dos pais, porque muitos homens não gostam de coisas muito doces e esta tem o azedinho perfeito.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Enformado de Batata e Atum

Se a geladeira está vazia, mas restam batatas, ainda há chance de fazer uma refeição gostosa. Porque, vamos combinar, a batata é um ingrediente curinga, serve pra muita coisa. E, por incrível que pareça, ainda pode ser um prato de baixa caloria.


Pra fazer este enformado, usei:

3 batatas médias
1/2 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de leite desnatado
1 colher (sopa) de azeite
1/2 cebola picada
1 lata de atum ralado light
1 tomate maduro picado
2 colheres (sopa) de queijo parmesão

Cozinhe as batatas com casca em água e sal. Quando estiverem bem macias, escorra a água, descasque as batatas e junte a manteiga e o leite na mesma panela. Bata com o mixer até formar um purê lisinho. Transfira para um pirex. Enquanto as batatas estiverem cozinhando, faça o molho. Refogue a cebola no azeite, adicione o atum bem escorrido, o tomate e tempere com sal e pimenta. Deixe cozinhar para formar um molho, pois o tomate soltará água. Mexa de vez em quando para não grudar na panela. Quando estiver pronto, espalhe no pirex sobre o purê, polvilhe o queijo parmesão por cima e leve ao forno quente por cerca de 20 minutos, para que gratinar.

Sirva com uma salada de folhas e cenoura ralada e tenha uma refeição completa. A receita peguei aqui.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Com Estilo e Sem Dinheiro

Quem acompanha o blog percebe que eu sou bem chegada numa viagem. Sempre posto aqui as coisas que como nas minhas andanças, seja pelo Brasil ou fora dele. Mas, como não sou rica, isso precisa ser feito com uma certa economia, aproveitando promoções, vantagens etc. Nem por isso eu faço viagem de mochileiro, não durmo em albergue, nem curto banheiro compartilhado. Isto é, procuro fazer a trip com estilo, mesmo que sem dinheiro.


Essa é a ideia do meu novo blog: fazer mais por menos ou, como dizem por aí, ser um viajante hi-lo - gastar quando a coisa vale e economizar quando a coisa não importa. Por isso, se você quiser dicas de viagens, estiver procurando algum lugar pra ir ou quiser ter mais informações sobre um destino específico, vai lá, dá uma olhada. E se quiser ficar sempre atualizado nas promoções que compartilho, curte a página no Facebook.

terça-feira, 16 de julho de 2013

sábado, 13 de julho de 2013

Creme Rústico de Mandioca e Linguiça

Primeira receita que coloco aqui com um passo a passo mais detalhado. Mas ela é tão, tão fácil de fazer que nem precisava. Cozinha pra iniciantes mesmo! Nem por isso menos saborosa, tá?

Então vamos lá, com muita calma nessa hora, porque é a minha primeira vez (hehehe...).

Comece separando e picando os ingredientes, para não se enrolar:

Pique metade de uma cebola em cubinhos pequenos;

Fatie uma linguiça fininha - no meu caso, de frango - em rodelas grossas, como mostra a foto aí embaixo;

Corte 700 g de mandioca em pedaços mais ou menos do tamanho do pedaço que você tiver cortado a linguiça. Eu compro a mandioca (ou aipim, ou macaxeira) já descascada pelo moço da feira, porque não gosto da sujeirada que faz. Mas nem é difícil. Lembre-se de que você tem que tirar aquela casca marrom cheia de terra e também uma segunda casca que ela tem, uma casca grossa, branca. Se você fizer um pequeno corte na mandioca já vai ver que tem uma coisa se soltando. Tire fora!

Pique um punhado de folhas de salsa e deixe num potinho à parte.


Então, ponha uma panela no fogo. Escolha uma de tamanho maior, para caber todos os ingredientes. Coloque 1 colher (sopa) de azeite e refogue aí a cebola. Não é para fritar, é só para dar uma "suada" na cebola. É rápido e você vai perceber que ela fica menos branca, mais transparente. Junte a linguiça a essa cebola e refogue também. Mexa um pouco para que não grude no fundo. Quando a linguiça começar a ficar corada, é hora de juntar a mandioca.


Vai ficar assim ó:


Então você adiciona na panela 1 litro de água fervente e mexe. Essa é a hora de temperar. Eu não pus sal, porque gosto de comida com pouco mesmo e a linguiça já é um pouco salgada. Você coloca a seu gosto. Se ficar em dúvida, espere o creme ficar pronto, prove e depois ponha o sal. Esse creme também pede pimenta. Eu usei a dedo de moça, sem sementes, cortada em pedaços bem pequenos. Mas já aviso que isso  é pra quem é chegado em um comida apimentada. Se não é o seu caso, ponha só uma pitadinha de pimenta do reino, pra dar um tchan.


Ela vai cozinhar. É bom dar uma olhada, mexer de vez em quando, porque pode precisar de mais água. 

Você vai perceber também que a mandioca cozinha rápido (quando ela está boa, né? Tem umas que são duras como o quê), cerca de 15, 20 minutos. Então você pode começar a tirar aqueles cabinhos que tem no meio da mandioca, sabe? Tire com o garfo e aproveite pra despedaçar a mandioca, pois o objetivo desse creme é que ele fica com pedacinhos da bicha, não pedações.

Você vai notar também que, conforme avança o cozimento, a mandioca se dissolve e deixa sua goma no caldo, fazendo com ele fique bem grosso. Se preferir mais ralo, adicione água. A hora de desligar o fogo e dizer que está pronto vai depender também do seu gosto. Como a mandioca já estará cozida e a linguiça também, tudo depende de como você quer a sua sopa. Quanto menos pedacinhos você quiser, mais tempo ela ficará no fogo. A minha ficou cozinhando por uns 40 minutos.


Depois de desligar o fogo, você mistura aquela salsa que você tinha picado lá no início. Nessa hora, o creme  muda de cor, dá uma esverdeada. É normal. E aí o seu maravilhoso creminho rústico, cheio de pedacinhos pra mastigar, quentinho e saboroso está pronto. Não que eu queira te ensinar isso também, mas ele é bom de ser comido na cama ou no sofá debaixo de um edredom quentinho e vendo televisão. É o que chamam de comfort food. Viu quanta coisa chique numa simples sopinha?

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Pãeszinhos Recheados com Peito de Peru e Cream Cheese

Aqui em casa temos a tal máquina de fazer pão já há algum tempo (na verdade, ela não é minha, dei de presente para Marido em alguma ocasião que não me lembro) e usamos com frequência. Dia desses tinha um restinho de peito de peru e outro de cream cheese envelhecendo na geladeira e resolvi transformá-los em recheio desses lindos pãeszinhos.


Como eu fiz a massa na máquina de pão, não sei dar o passo a passo de fazer na mão. Na máquina eu coloquei:

1 ovo
1 xícara de leite
2 colheres (sopa) de margarina
1 1/2 colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de açúcar
3 xícaras de farinha de trigo
1 1/2 colher (sopa) de fermento biológico

Usei o ciclo amassar, que demora 1 hora e meia. Depois disso, despejei a massa em uma superfície enfarinhada e fui retirando bolinhas de massa, recheando com o peito de peru cortado em cubinhos e 1/2 colher (chá) de cream cheese, moldando e colocando na forma, que nem precisa estar untada. Pincelei gema e polvilhei gergelim por cima. Levei ao forno quente por cerca de meia hora.


Veja como eles ficaram aerados por dentro e com o recheio espalhado pelo pão. Você não imagina a delícia que é isso quentinho, recém-saído do forno, com o cream cheese molinho... Rendeu o dobro desta quantidade que está na foto, o que significou jantar, café da manhã e lanche da tarde no dia seguinte com os pãeszinhos.

domingo, 7 de julho de 2013

Bolo de Aipim Facinho

Em tempos de festas julhinas, aproveito pra mostrar pra vocês um dos produtos mais legais que provei nos últimos tempos: o bolo de aipim da Fleischmann. Pode chamar de bolo de mandioca, macaxeira, o que for, o que importa é que a coisa é boa demais.


Essa é a embalagem dele. Custou algo em torno de 4 reais num supermercado aqui perto de casa. É um bolo de saquinho, mas com gostinho caseiro, nem parece industrializado. As instruções da embalagem são ótimas. Você precisa colocar ovos (acho que foram 2, não tenho certeza), leite (o normal é usar 1 1/2 xícara) e coco ralado (50 g). 

O mais bacana é que na própria embalagem te ensina como fazer o bolo do jeitinho que você gosta. Se você prefere o bolo mais aerado, mais fofinho, então use só 1 xícara de leite. Mas se é das minhas e gosta dele puxentinho, mais cremoso, então coloque a quantidade de leite normal e acrescente 2 colheres (sopa) de margarina. Se quiser, também pode fazer uma calda com leite de coco e açúcar para regar o bolo depois de assado. Como havia metade de um vidrinho de leite de coco na geladeira, eu usei na massa 1/2 xícara de leite de coco e 1 xícara de leite desnatado - apesar de dizer lá que tinha que ser o integral, usei o desnatado e deu super certo.

Bati tudo na batedeira, coloquei na forma untada e enfarinhada, levei pro forno e olha a belezura que saiu:


O meu não ficou alto por conta da forma. Calculei um tamanho de forma esperando que ele crescesse. Só que como escolhi fazer a massa do bolo menos fofinho ele, ao invés de crescer, diminuiu e ficou fininho. Ou seja, se você também quiser esse tipo de bolo, pode colocar massa até quase encher o tabuleiro. Ou fazer na forma de buraco no meio.

Nem por isso ele ficou menos delicioso. Foi um verdadeiro problema pra mim. Eu olhava pra cafeteira, pensava num café quentinho acompanhando esse pedaço de tentação e não resistia. Anseio por comprar o saquinho de novo e fico pensando nos quilos a mais que devo ter ganhado. O pior é que sempre concluo que valeu a pena e tenho certeza que na próxima ida ao supermercado vou trazer mais um.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ragu ao Molho de Vinho e Cuscuz de Damasco

A inspiração pra essa receita veio do Pitéu, mas como eu não tenho panela de pressão e não curto muito carne de segunda, optei por fazer um ragu de alcatra, picado na ponta da faca mesmo. Pra quem não sabe o que é ragu, Tia Wiki ensina: é um molho à base de carne cozida, uma tradição da cozinha italiana. Por isso, geralmente é usada uma carne mais dura, porque ela fica ali cozinhando no molho um tempão e isso dá sabor a ela.


Mas eu fiz do meu jeito. E isso significa picar 300 g de alcatra bem miudinho, pra ficarem pedaços pequenos. Piquei também metade de uma cebola, que levei ao fogo em uma panela com azeite e um dente de alho amassado Refoguei e juntei a carne e, antes que ela dourasse, temperei com sal, pimenta do reino, cominho e alecrim e adicionei meia xícara (chá) de água e meia xícara (chá) de vinho tinto. Tampei, abaixei o fogo e deixei apurar, não sei quanto tempo, até a hora em que o caldo se transformou em um molho bom demais da conta.

Enquanto isso acontecia, preparei o cuscuz marroquino. Pus a sêmola de trigo pra hidratar seguindo as instruções da embalagem (geralmente a mesma medida de cuscuz e de água). Enquanto isso, piquei damascos e nozes. Depois de cinco minutos, o trigo estava molinho e juntei uma colher (sopa) rasa de manteiga, um tanto de vinagre, os damascos, as nozes e também uvas passa pretas. Misturei bem com o garfo, aproveitando para soltar os grãos.

Então foi só servir esta delícia: o ragu no meio, o cuscuz em volta, com o molho da carne se embrenhando nas grão do cuscuz... Ô coisa boa!!!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Frango com Curry e Brócolis

Já falei em outro post que depois que descobri a culinária indiana, o amor bateu forte. Tô sempre buscando receitas com essa inspiração pra tentar chegar perto das delícias que ando provando em restaurantes indianos de verdade. Achei essa no site da Nestlé.


Fiz só meia receita, porque dizia render 6 porções e aqui em casa somos só eu e Marido. Então usei:

1 colher (sopa) de azeite
1/2 cebola picada
250 g de peito de frango picado em pedaços grandes
1/2 maço de brócolis
1/2 tablete de caldo de galinha
1 colher (chá) bem cheia de curry
1/2 pote de iogurte natural desnatado
1/2 caixinha de creme de leite
1 colher (sopa) de amêndoas fatiadas

Em uma panela, levei ao fogo a cebola e o azeite. Assim que ela ficou transparente, adicionei o frango e refoguei até ele ficar coradinho. Juntei o brócolis, o caldo de galinha e 1/2 xícara (chá) de água fervente. Mexi bem para dissolver o caldo de galinha e deixei cozinhar por uns 8 ou 10 minutos. Acrescentei o curry e o iogurte, mexi e deixei ferver. Desliguei e juntei o creme de leite, sempre mexendo para incorporar.

Na hora de servir, polvilhei as amêndoas e pus o arroz basmati, com todo o seu odor maravilhoso, bem ao lado, de maneira que estava formada a combinação perfeita. Você, se ainda não provou os pratos com um temperinho indiano, não sabe o que está perdendo. Corre e faz!

sábado, 29 de junho de 2013

Reedição do Cheesecake

Depois de 3 anos de blog fica difícil só postar as receitas inéditas. Até porque às vezes você faz uma versão e descobre que ela é tão boa quanto a original (ou melhor...).


Lembra do cheesecake de doce de leite? Esse é quase aquele. A diferença é só a cobertura, que aqui foi de geleia de frutas vermelhas, a massa e o recheio de cream cheese são iguaizinhos.

Qual é mais gostoso eu não sei, porque essa torta é boa demais...

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Que Comi em Paris - Última Parte

Fiquei muito em dúvida se deveria escrever este post ou não. Mas, como a Ladurée faz sucesso entre os brasileiros, inclusive com uma loja já no Brasil (Shopping JK Iguatemi, em São Paulo), aí está ele. Eu tinha dito que só iria postar os lugares de que gostamos e, definitivamente, não gostamos da Ladurée - apesar de termos amado o doce (sim, no singular).


Acontece que passamos por um constrangimento enorme na loja. Estivemos na filial da Rue Bonaparte, pensando em comer umas delícias e tomar um café. Todas as mesas estavam ocupadas e, por isso, fomos olhar a vitrine de doces e acabei comprando uma éclair, chamada por aqui de bomba, para levar para o hotel. Depois disso, sentamos em uma mesa e fomos expulsos pelo garçom! Sim, expulsos! Ele nos disse que não poderíamos ficar ali se tínhamos comprado os produtos pra viagem, que não poderíamos consumir o que compramos ali e mandou nos retirarmos. 

(Pausa para que você se recupere do choque)

Você pode perceber pela foto de cima que eu sequer tirei o doce da caixinha, só tirei a caixinha do saco para fotografar. E o mais absurdo é que, ainda que eu fosse comer o doce na mesa, o mesmo foi comprado na própria loja onde estávamos. Não trouxemos um produto de outra loja ou de outra marca para consumir ali. Imagine você estar em um Mc Donald's e ser expulso porque comprou o lanche pra viagem e decidiu sentar na mesa para comê-lo. Nem era a nossa intenção, mas...


Por isso, só tenho as fotos da vitrine para mostrar. Foi o que deu tempo de eu tirar antes de sermos postos porta afora. Queria ter provado uma das lindas tortas, porém não pude. E, por causa deste desagradável incidente, também não pus os pés em mais nenhuma loja da marca.


Bem, depois disso, fui expulsa também de uma farmácia, porque passei mal dentro dela (no Brasil, este seria o lugar ideal para ter um princípio de desmaio. Em dois tempos, viria alguém para me socorrer e me oferecer remédios) e vendedora mandou que eu saísse porque estava "atrapalhando o caminho" (!). Sem contar inúmeras outras grosserias que tivemos que aturar dos franceses.

E as pessoas ainda acham que sou doida quando eu digo que não gostei de Paris...

domingo, 23 de junho de 2013

O Que Comi em Paris - Parte 4

O Dia dos Namorados (ou Valentine's Day) é comemorado em 14 de fevereiro no hemisfério norte. Como estávamos em Paris, resolvemos nos dar de presente uma refeição em um restaurante mais renomado. Considerando que o jantar é muito mais caro do que o almoço, optamos por fazer a refeição de dia. E escolhemos o bistrô do chef Alain Ducasse, reconhecido mundialmente por sua dedicação à culinária francesa.

É comum na Europa os grandes chefs terem uma casa menor, com preço mais acessível, em que servem um outro tipo de comida. Em geral, dizem, esses pequenos restaurantes tem grande valor emocional para estes chefs, pois é onde eles podem voltar às origens e servir comida simples. Foi o que vimos neste local, que serve uma comida francesa mais rústica, menos requintada. Porém muito saborosa!


O restaurante, chamado Benoit, oferece um menu de almoço que custa 38 euros por pessoa e é composto por entrada, prato principal e sobremesa. Nada mal para um restaurante elegante, até porque comer em Paris é bem caro.


Marido e eu tentamos variar nos pedidos, para provarmos o máximo de coisas possível. Por isso, ele pediu de entrada uma salada de endívias com presunto de parma, queijo azul e nozes (foto lá de cima). Eu optei pelo velouté de lentilhas, uma sopa delicada, com foie gras de pato e croutons. Confesso que sou chegada numa sopa e essa foi das melhores que já comi na vida.


Para o prato principal, Marido escolheu o chouriço frito com maçãs e purê de batata. O purê era tão lisinho que fiquei impressionada (e comi a metade!). E, segundo ele, a maçã casou perfeitamente com os sabores fortes do chouriço.


Eu escolhi a carne assada com cenouras. Apesar de parecer simples, a carne estava desfiando de tão macia e o molho que veio sobre ele deu um toque magnífico, pois era muito, muito saboroso. Dava vontade de passar um pãozinho, sabe?. Até havia uma cestinha de pães na mesa, mas fiquei com vergonha. Assim como  também vexei de tirar fotos das comidas com a máquina fotográfica, então desculpem pelas fotos, porque foram feitas com o celular.


Na hora da sobremesa, não conseguimos divergir e ambos fomos no trio de tortas. Que coisa maravilhosa! Eram pequenas fatias de três variedades: ganache de chocolate, tangerina e a terceira parecia um creme de queijo com geleia de damasco por cima. Todas perfeitas!


Repararam na louça, que coisa mais fofa? Os garçons nos atenderam bem - para o padrão Paris - e não se incomodaram em falar inglês conosco. Fizemos a escolha certa ao termos optado por almoçar ao invés de jantar no dia dos namorados, já que comemos muito bem e não tivemos que sair na rua na maior friaca...

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O Que Comi em Paris - Parte 3

Estávamos andando perto da Catedral de Notre Dame, já bastante irritados com a lotação de todos os lugares, com fome e com frio, quando Marido me convidou para entrar nessa lanchonete. Que grata surpresa! O Sur Le Pouce é um misto de sanduicheria e café, com mesinhas altas e atendimento super simpático (a dona é portuguesa, então dá pra se comunicar sem precisar arranhar no francês ou torcer pra alguém falar inglês).


Marido foi no clássico Croque Monsieur, que veio acompanhado de salada e batatas fritas deliciosas. Pode não parecer na foto, mas o prato é bem grande, daria até para nós dois. Eu, que não como presunto, pedi um panini de queijo e frango. Olha que coisa mais linda (e muito gostoso também)!


Como você pode ver no site, na porta tem uma vitrine de baquetes e um cozinheiro fazendo crepes na hora. Tem movimento à beça. Fiquei de olho na de Nutella, só que comemos tanto que não sobrou espaço. A melhor parte é que foi bem barato, não lembro exatamente quanto, mas algo em torno de 30 euros, com bebida e serviço (acredite, isso é barato em Paris, ainda mais para uma área turística como essa). Saímos super felizes com os quitutes que provamos e com o atendimento atencioso, coisa rara na cidade... Se você conhecer alguém que vá a Paris, não deixe de indicar este lugar.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O Que Comi em Paris - Parte 2

Paris é conhecida mundialmente por sua culinária, mas muito do que experimentamos lá nem era tão bom assim. Por isso, só vou colocar aqui no blog os restaurantes que gostamos. O que achamos mais interessante foi o Le Relais de l'Entrecote, com três endereços na cidade.

De cara, o cliente já pode achar estranho o fato de não ter cardápio. É servido o menu pra todo mundo, composto de salada como entrada e carne com molho e batatas fritas como prato principal. A única carta que você recebe é para escolher a bebida, de um lado do papel, e a sobremesa, do outro. Até as garçonetes usam o mesmo uniforme, o que faz dele um restaurante ótimo para ir com aquele amigo indeciso.


Logo que você senta recebe um cesto de pães e o prato com a salada. Nela tem alface, um molho de mostarda forte e nozes. Aí a garçonete te pergunta o ponto da carne (sim, isso você pode escolher) e anota na toalha de papel. Assim que você termina a salada chega a carne. 


O entrecote vem no ponto exato que você pediu e acompanha um molho que é inesquecível. A receita é guardada a sete chaves, porém dá pra perceber que tem muitas ervas. A batata frita é crocante e macia ao mesmo tempo e, passada no molho, beira a perfeição. Parece pouca comida, mas não é. Tanto que Marido e eu nem conseguimos chegar à sobremesa.

Quem mora em São Paulo, já deve conhecer os dois restaurantes na cidade que seguem este mesmo modelo: o L'Entrecote de Paris e o L'Entrecote d'Olivier. Ainda não provei, mas já está na minha lista para a próxima visita a Sampa. Sinto saudade enorme dessa delícia...

sexta-feira, 14 de junho de 2013

O Que Comi em Paris - Parte 1

Como eu disse no post anterior, fiz uma viagem à Europa com Marido e Paris foi o nosso destino principal. A cidade é mundialmente conhecida por seus pães e nós provamos alguns.


Marido ama croissants e o predileto dele foi o do Paul. Trata-se de uma rede com muitas lojas na cidade (tem também uma filial em Miami, já comemos lá). Os croissants são realmente incríveis, mas há também sanduíches, sopas e quiches lindas.


O mais interessante é que em qualquer padaria (ou boulangerie) que se entre, você vê uma variedade enorme de pães. Eles não ficam embalados como os nossos - nossa vigilância sanitária já teria fechado todos estes estabelecimentos -, estão sempre à vista, deixando os clientes ainda mais esfomeados.


As vitrines são uma verdadeira perdição. Pães doces com chocolates, frutas, nozes, cremes etc. Baguetes e focaccias recheadas com queijos ou frios, tudo muito bem feito e saboroso. É comum ver pessoas comprando para viagem e nós mesmos levamos um lanche no dia em que visitamos o Palácio de Versalhes.


No quesito doces, quem é formiga fica enlouquecido. Há tortas, tortinhas, bombas de chocolate, muffins, cookies, de tudo um pouco e de inúmeros sabores. Os produtos são muito bem acabados e ficam com uma cara linda, o que chama a atenção e abre o apetite.

Pra mim, era o melhor da cidade, porque nem achei a comida da cidade tão boa assim... Conto mais nos próximos posts.

terça-feira, 11 de junho de 2013

O Que Comi em Bruxelas

Marido e eu estivemos em Paris e Bruxelas e, claro, comemos muito! Vou mostrar as fotos aos poucos.

Voltei totalmente apaixonada por Bruxelas!!! É uma cidade linda, antiga e atual ao mesmo tempo, com construções maravilhosas, lugares descolados e, apesar de ser a capital de um país, tem cara de cidade do interior. Eu já sabia que iria amar este lugar, sai do Brasil ansiosa para conhecê-la. Afinal, um lugar que inventou a batata frita, vende waffles pelas ruas, faz um dos melhores chocolates do mundo e ainda por cima é a capital da cerveja não poderia morar mais no meu coração!


A foto acima é da loja da Godiva, aquela dos chocolates maravilhosos, sabe? Esta fica na praça principal, a Grand Place, mas tem muitas outras Godivas espalhadas pela cidade. É claro que compramos caixas e caixas de chocolate, afinal o preço era um terço do que pagaríamos no Brasil. Como passamos por ela no início da manhã, ainda estava sem estômago pra comer doces, mas olha que maravilha são esses cones repletos de morangos fresquinhos banhados em chocolate!


Na hora do almoço, outro clássico: batata frita. Pra mim, a melhor gulodice do mundo. Não troco por nada! A batata frita, apesar de ser conhecida como "french fries" em inglês, foi inventada na Bélgica. Aqui elas são crocantes, perfeitas, e podem ser servidas de diversas maneiras. Escolhemos essa, pois o atendente disse ser mais tradicional: com cebola, maionese e catchup. Pra acompanhar, cerveja! Uma Hoegaarden, legitimamente belga.


Comemos também um sanduíche que se revelou uma verdadeira delícia. Numa baguete o recheio era um palitão de frango empanado, com alface e uma salada de milho, cenoura, tomate e maionese e você escolhia um molho para acompanhar. Coisa dos deuses! Infelizmente, eu não me lembro o nome do lugar, mas tem uma batata frita de tênis e boné no letreiro...


A sobremesa, é claro, foram waffles. Se eu já gosto deles no Brasil, imagina lá. Por 1 euro, você comia só a massa, quentinha. Conforme fosse mudando a cobertura, mudava o preço. Tinha com morango, banana, kiwi, com chantilly, sem chantilly, com chocolate, com caramelo... O que os dois formigas aqui quiseram? Nutella! Então veio ele, quentinho, com a Nutella derretendo por cima. Ai, deus... Essas banquinhas estão em qualquer esquina, são todas iguais. Pense na tentação!


No fim do dia, paramos para tomar uma cerveja. Escolhemos a Delirium Tremens, também famosa (tem até uma filial no Rio). Essa cerveja era feita pelos monges, desde mil duzentos e lá vai tempo. Por isso o bar conserva uma aura antiga, tem cara de taverna, mas cheio de vitrais religiosos, muito doido. Bebemos só dois chopps porque o teor alcoólico deles é cerca de 8%. Ao contrário do que dizem, que os europeus bebem cerveja quente porque faz frio, todas as que tomamos estavam geladas na medida.


A variedade das cervejas belgas é uma coisa impressionante. Entramos em algumas lojas, pois queríamos trazer algumas garrafas para o Brasil e ficávamos confusos com tantas marcas e tipos. Essa aí de cima, por exemplo, era um corredor com um armário igual a este do outro lado, também repleto de garrafas.


Antes de vir embora não resisti, até porque estava fazendo um frio danado, e entramos numa Haggen Daz para um chocolate quente e um último waffle. Pois se revelaram os melhores. O chocolate quente não era doce, tinha chocolate na medida e uma cobertura enorme de chantilly. O waffle veio com chocolate meio amargo derretido por cima, chantilly e um conezinho de biscoito igual aos de sorvete, mas recheado de chocolate.

Sabe criança em parque de diversões? Era eu em Bruxelas. Quero ir muitas outras vezes, até mesmo porque tudo é muito bonito. E se você não dava nada pelo lugar, taí a prova de que merece a sua atenção!